Boletim aponta 510 casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria

Prefeitura do município e governo estadual divulgaram uma atualização nesta sexta-feira

 

Em novo boletim divulgado nesta sexta-feira, 8, o número de casos confirmados de toxoplasmose em Santa Maria subiu para 510. Ao todo, são 1.213 casos notificados e 907 suspeitos, sendo que 185 foram descartados e 212 seguem sob investigação. Os números são da Prefeitura e governo estadual.

Segundo o documento, dos 510 casos confirmados, 441 ocorrências são de pessoas residentes em Santa Maria (86,5%), cinco são moradores dos distritos (0,9%) e sete são pacientes que residem nas cidades vizinhas (1,4%). Os casos confirmados são aqueles de pacientes que, após terem o diagnóstico da doença confirmado, passaram por um segundo exame, de contraprova, analisado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen/RS). Seis técnicos do Ministério da Saúde estiveram em Santa Maria para investigar as origens do surto. Até o momento, o Ministério da Saúde considera que apenas 88 incidências foram decorrentes do surto.

“A toxoplasmose é uma doença bastante complexa e para você diferenciar se uma infecção aconteceu recente ou ela é mais antiga é preciso um segundo exame, que está sendo feito no laboratório central, no Lacen, do Rio Grande do Sul. Sem esse segundo exame, a gente pode confundir um pouco os números e começar a incluir no surto infecções que são mais antigas. E o problema disso é que assim não conseguimos delimitar e investigar a possível fonte de infecção. Por isso, é preciso fechar muito bem o tempo de infecção, quando aconteceu, para poder delimitar muito bem aqueles que são os casos mais recentes”, disse o coordenador de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Renato Alves.

Responsabilidade do governo federal, o repasse de três medicamentos considerados estratégicos para o tratamento dos doentes está abaixo do necessário. Os estoques de pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina são suficientes para um mês, conforme levantamento feito pela 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (4ª CRS) em conjunto com a Prefeitura, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). O governo estadual está fazendo uma licitação para compra desses remédios, que deve ser concluída em até 30 dias.

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