Dólar sobe quase 1% e vai acima de R$ 3,90 com cena externa

Moeda dos EUA terminou o primeiro semestre em alta de 16,99%

 

O dólar subia cerca de 1% e passou o patamar de R$ 3,90 nesta segunda-feira (2), acompanhando a cena externa com movimentos de maior aversão ao risco e sem atuações extraordinárias do Banco Central brasileiro, segundo a Reuters.

Às 13h16, a moeda norte-americana avançava 0,88%, vendida a R$ 3,9101. Veja a cotação de hoje

Mais cedo, a moeda alcançou R$ 3,9180. O dólar turismo era negociado a R$ 4,08.

“A disputa comercial entre os Estados Unidos e a China segue no foco dos mercados, apoiando o dólar forte”, trouxe a corretora Rico Investimentos em relatório, citando ainda o baixo volume financeiro devido ao jogo do Brasil contra o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo disputado no fim da manhã.

No exterior, o dólar subia cerca de 0,45% frente a uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como o peso chileno, com os investidores ampliando as apostas de intensificação das tensões comerciais entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais.

A tensão crescia antes de 6 de julho, quando os EUA devem impor tarifas sobre US$ 34 bilhões em exportações chinesas.

E mesmo com a forte valorização do dólar frente ao real, o Banco Central ainda não havia anunciado intervenções adicionais no mercado de câmbio nesta sessão. Por enquanto, apenas ofertou e vendeu integralmente o lote de até 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto.

Com isso, rolou o equivalente a US$ 700 milhões do total de US$ 14,023 bilhões que vence no próximo mês.

Na noite de sexta-feira, o BC informou que continuaria atuando de forma coordenada com o Tesouro no mercado para “prover liquidez e contribuir para o seu bom funcionamento”, e que vai rolar integralmente swaps que vencem em agosto.

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