No primeiro dia sem Ponte do Fandango, cerca de 600 veículos usaram a balsa

Sem a Ponte do Fandango, neste domingo, espera chega a até uma hora para pegar a embarcação

Desde a última sexta-feira, os cachoeirenses e quem passa pela cidade foi forçado a conviver com a falta da Ponte do Fandango e a experiência de utilizar uma balsa para atravessar o Rio Jacuí e seguir viagem. Ainda na última sexta-feira, quando o balseiro Edi Simon estima ter feito a passagem de até 600 veículos, os principais relatos davam conta de queixas pelo longo tempo de espera para fazer a travessia.

Há casos de cachoeirenses que chegaram a esperar por três horas na fila junto à Praia Nova na última sexta-feira, primeiro dia de operação da balsa, para chegar à cidade. Neste domingo, às 14h45min, exatamente 52 carros esperavam na fila junto à Rua Moron para pegar a embarcação e seguir viagem. Além deles, uma série de veículos de curiosos tomavam as imediações do início da Moron, ponto de atraque da balsa.

Entre eles estavam o empresário José Heraclides, de Canoas, e sua esposa Vanusa. “Eu havia vindo para a cidade por Santa Cruz do Sul. Como já estou aqui há 15 minutos esperando. Agora, já não sei se não valeria mais a pena ter feito o mesmo caminho de volta”, comentou, animadamente.

CUSTO INCOMODA

Queixa comunitária nas redes sociais, a cobrança pela passagem na balsa foi considerada um ponto negativo pelo agricultor Sandor Ricardo Wachholz, morador da localidade de Palma. “Viemos à cidade para uma festa de aniversário. Mas tenho que estar em Cachoeira duas vezes por semana, é um custo considerável”, comentou. O agricultor esperou cerca de 50 minutos na fila até a hora de pegar a balsa.

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