Balsa passou no último teste feito pela Marinha

Embarcação transportou veículos de uma margem a outra do Rio Jacuí sob supervisão dos militares

A balsa Vitória construída pela Thor Estruturas Metálicas para fazer a travessia de veículos no Rio Jacuí durante os três meses em que a Ponte do Fandango for interrompida para reformas está pronta para operar. Depois de duas horas de inspeção e testes na tarde de ontem, a Marinha aprovou definitivamente a estrutura. Três oficiais da Marinha vieram de Porto Alegre para dar o veredito final. Os atracadouros também foram aprovados pela Marinha.

Foram analisados pelos técnicos que fizeram a vistoria as acomodações para pedestres e cadeirantes, o sistema hidráulico que sobe e desde a rampa de acesso dos veículos, guarda-corpos, iluminação, sinalização, coletes salva-vidas, bote, entre uma dezena de outros itens.

Esta foi a terceira vistoria, a primeira foi feita em terra, a segunda foi feita com a balsa flutuando vazia e esta última, fazendo a travessia do atracadouro da Praia Velha, no final da Rua Moron, com dois automóveis, uma caminhonete e uma motocicleta embarcados até a outra margem do Rio Jacuí no atracadouro da Praia Nova.

Na volta, depois de receber a aprovação da Marinha, a balsa deu uma carona para mais uma retroescavadeira, uma caminhonete e um automóvel da Prefeitura, que escaparam da chuva sem precisar fazer a volta pela Ponte do Fandango.

DESPACHO ADMINISTRATIVO

Falta apenas a liberação de um despacho administrativo da Marinha, o que será providenciado pelo engenheiro Roman Garber dono da Thor em Porto Alegre, e o julgamento de um recurso interposto pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para tentar não pagar pela travessia de balsa dos veículos.

O empresário Roman Garber disse que está com toda a estrutura pronta para operar a balsa cobrando dos usuários, caso o recurso interposto no Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF4) consiga derrubar a liminar que obriga o Dnit a pagar pelo uso da balsa.

“Compramos as cabinas que servirão como bilheterias, além de softwares e computadores, mas temos de esperar pela definição na Justiça. Caso a responsabilidade do Dnit por pagar a balsa seja mantida, então teremos de negociar o valor e assinar uma contrato”, pondera Garber.

“O que importa é que estamos prontos e a postos para iniciar a operação, assim que a Justiça e o Dnit tiverem uma definição”, completa. A estimativa usada como parâmetro para eventual negociação com o Dnit é de mil travessias por dia.

 

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