DVS encontra sete larvas do Mosquito Aedes Aegypti na cidade

Armadilhas do departamento de Endemias coletou amostras de larvas nos bairros Barcelos e Oliveira.

 

As equipes de epidemiologia do Departamento de Vigilância Sanitária (DVS) do município encontraram, na última segunda-feira, dois focos com larvas do mosquito Aedes Aegypti na cidade,

Um deles foi no Bairro Oliveira, onde os agentes coletaram em uma das 135 armadilhas dispostas em pontos estratégicos da região urbana e rural, três larvas do Aegypti.

O outro foco foi no Bairro Barcelos, onde foram coletadas quatro larvas.

O mosquito Aedes Aegypti é o transmissor de doenças como Dengue, Febre Amarela, Febre Chycungunya e Zika Vírus.

O fato colocou o Departamento de Epidemiologia do DVS em alerta, pois, segundo a coordenadora do setor, a bióloga Rosinele Perez, provavelmente tem muita circulação do mosquito nesta região, pois onde há larva, significa que um mosquito adulto às colocou.

As equipes que trabalhavam  20h por semana, estão trabalhando em dois turnos nos três últimos dias, entrando inclusive noite adentro na busca por mais larvas.

Como os dois bairro onde foram encontradas as larvas são distantes um do outro, não se descarta a localização de outros focos pela cidade.

Desde segunda-feira, um raio de 300 metros de cada armadilha onde foram encontradas as larvas estão sendo vasculhados, casa a casa, pelos 13 agentes de endemias.

“É um trabalho detalhado, onde os agentes entram em todas as casas para vasculhar possíveis criadouros e colher amostras para serem analisadas no laboratório de endemias que fica no próprio DVS”, falou Rosinele.

A bióloga enfatiza que não há motivos para alarde da população, haja vista que apenas o mosquito está na cidade e não o vírus.

“Ainda não tivemos nenhum caso das quatro principais doenças transmitidas pelo mosquito na cidade. Então temos a presença do mosquito, mas não a dos vírus”, explica Rosinele.

ATENÇÃO

A coordenadora do DVS chama a população para ajudar na eliminação das larvas e mosquitos na cidade, fazendo cada cidadão a sua parte.

O combate mais eficaz para eliminar o Aedes é evitar seus criadouros, como pneus, potes, frascos ou qualquer objeto que acumule água parada, local onde os mosquitos deixam seus ovos.

Uma solução eficiente é preencher com areia ou terra os locais onde não podem ser removidos, como bandejas de vasos, objetos pesados ou presos ao chão.

HISTÓRICO

O Laboratório de Endemias do Departamento de Vigilância Ambiental foi criado em 2013, e antes desta fundação, há registro do aparecimento de apenas uma larva próximo a Igreja da Matriz, no ano de 2011.

De lá pra cá, no dia 1 de junho de 2017 os agentes encontraram outra larva no Bairro Tibiriçá.

Esta é a terceira vez em pelo menos 10 anos que o mosquito Aedes Aegypti aparece na cidade, desta vez com 7 larvas em dois pontos distintos do município.

PARA SABER MAIS

Veja quais são os sintomas das quatro doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti:

 

DENGUE CLÁSSICA

Sintomas

O indivíduo começa a ter febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, moleza e dor no corpo e muitas dores nos ossos e articulações.

 

DENGUE HEMORRÁGICA

Sintomas

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta como dores abdominais fortes e contínuas.
Vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.

IMPORTANTE

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

 

ZIKA VÍRUS

Sintomas

A zika tem uma evolução benigna e demora cerca de quatro dias entre a infecção e a manifestação dos primeiros sintomas. Os sinais da doença são febre baixa, olhos vermelhos sem secreção e sem coceira, dores nas articulações, pontos brancos ou vermelhos na pele, dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas. Esse quadro dura, em geral, de dois a sete dias e não deixa sequelas. Não há registros de morte provocada pela doença.

 

FEBRE CHIKUNGUNYA

Sintomas

Já a chikungunya tem como sintomas febre acima de 39 graus, de início repentino, e dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. O seu diferencial em relação à dengue e à zika está, justamente, nas fortes dores nas articulações (nas outras duas doenças, ocorrem de forma mais branda). Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras.

 

FEBRE AMARELA

Sintomas

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

Depois de identificar alguns desses sintomas, procure um médico na unidade de saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e se você observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

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